Musa,
canta o despeito de Mariana, esposa do bacharel Conrado Seabra, naquela manhã
de abril de 1879. Qual a causa de tamanho alvoroço? Um simples chapéu, leve,
não deselegante, um chapéu baixo. Conrado, advogado, com escritório na Rua da
Quitanda, trazia-o todos os dias à cidade, ia com ele às audiências; só não o
levava às recepções, teatro lírico, enterros e visitas de cerimônia. No mais
era constante, e isto desde cinco ou seis anos, que tantos eram os do
casamento. Ora, naquela singular manhã de abril, acabado o almoço, Conrado
começou a enrolar um cigarro, e Mariana anunciou sorrindo que iao pedir-lhe uma
coisa.