Fotografia de Fwapp
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Einstein e Freud trocaram algumas preciosas correspondências no contexto
de criação da Liga/Sociedade das Nações e, atente, da não ratificação do
Tratado de Versalhes pelos Estados Unidos (1919). O físico, preocupado com o
instinto agressivo do homem, com suas psicoses de ódio e destrutividade, questiona:
“Existe alguma forma de livrar a humanidade da ameaça de guerra?”. E acrescenta
ao final: “Foi deliberada a minha insistência naquilo que é a mais típica, mais
cruel e extravagante forma de conflito entre os homens, pois aqui temos a
melhor ocasião de descobrir maneiras e meios de tornar impossíveis qualquer
conflito armado.”
Freud, em resposta, frisa como princípio geral o uso da violência para
resolução de conflitos de interesses entre os homens, e menciona que a morte de
um inimigo satisfaria uma inclinação do instinto. O processo de civilização
estaria inafastavelmente atrelado, pois, aos embates havidos entre vencidos e
vencedores. A esse respeito, o brado do psicanalista: “Dentre as
características psicológicas da civilização, duas aparecem como as mais
importantes: o fortalecimento do intelecto, que está começando a governar a
vida do instinto, e a internalização dos impulsos agressivos com todas as suas
conseqüentes vantagens e perigos. Ora, a guerra se constitui na mais óbvia
oposição à atitude psíquica que nos foi incutida pelo processo de civilização,
e por esse motivo não podemos evitar de nos rebelar contra ela; simplesente não
podemos mais nos conformar com ela. Isto não é apenas um repúdio intelectual e
emocional. Nós, os pacifistas, temos uma intolerância constitucional à guerra,
digamos, uma idiossincrasia exacerbada no mais alto grau”.
...que o Dr. Obama saiba disso!

