A fase de iluminação – A chamada
“eleição” do objeto amoroso tem sido exaustivamente estudada pelos psicólogos
modernos, e também pelos poetas e filósofos, que nos têm dado descrições e
interpretações às vêzes mais interessantes que os primeiros. Especialmente os
psicanalistas se têm deixado levar, com freqüência, por considerações
precipitadas, teóricas e excessivamente naturalistas. Por outro lado, os poetas
e filósofos têm-no interpretado, em regra geral, de modo mais ingênuo.
Referimo-nos especialmente a um grande poeta e a um grande filósofo espanhóis:
Pedro Salinas e Joaquim Xirau. O primeiro, no poema “Razão de Amor”, e o
segundo, no livro Amor e Mundo,
legaram-nos páginas de beleza e profundida não superadas na descrição das
primeiras fases do “existir” amoroso.
Um petisco!
terça-feira, 17 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A existência do outro
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I – Problema
Descrevemos
a realidade humana a partir das condutas negativas e do Cogito. Seguindo esse
fio condutor, descobrimos que a realidade humana é Para-si. Será tudo que é? Sem sair de nossa atitude de
descrição reflexiva, podemos encontrar modos de consciência que parecem
indicar, mesmo conservando-se estritamente Para-si, um tipo de estrutura
ontológica radicalmente diverso. Esta estrutura ontológica é minha; é de mim mesmo que cuido e, no entanto, esse cuidado (cura) “para-mim” revela um ser que é meu sem ser-para-mim.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Elogio da loucura
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[...]
Portanto, sabeis agora o meu nome, homens... Mas que epíteto poderei
aplicar-vos? Sem dúvida, o de estultíssimos!
Que vos parece? Poderia, acaso, a deusa Loucura dar epíteto mais digno aos seus
adoradores, aos iniciados nos seus mistérios? Como, porém, poucos dentro vós
conhecem a minha genealogia, vou procurar informar-vos a respeito com o auxílio
das musas.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O poder está em suas mãos
"Hands", fotografia de Robert Mapplethorpe
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O poder está
em suas mãos: como as palmas das mãos e os apertos de mão são usados para
controlar
Era
o primeiro dia de Adam em seu novo emprego numa empresa de relações públicas, e
ele queria causar boa impressão. Cada colega que lhe apresentavam era saudado
com um largo sorriso e um entusiástico aperto de mão. Com 1,90m de altura, bem
apessoado e bem-vestido, Adam parecia mesmo um bem-sucedido profissional de
relações públicas. Tal como aprendera com seu pai, cumprimentava todas as
pessoas com um firme aperto de mão, tão firme que deixou doloridas as mãos de
várias delas. Os homens tentavam retribuir com um aperto de mão parecido – é
assim que os homens fazem. As mulheres, que sofriam caladas, apenas sussurravam
entre si: “Fique longe desse cara novo, o Adam – ele acaba com a mão da gente!”
Os homens não diziam nada, mas as mulheres o evitavam. E metade dos diretores
da firma eram mulheres.
As
mãos são a ferramenta mais importante da evolução humana. O cérebro tem mais
conexões com as mãos do que com qualquer outra parte do corpo. Mas são raras as
pessoas que pensam no comportamento das próprias mãos, ou em como apertam as
mãos dos outros ao cumprimentá-los, apesar de este ser um gesto responsável por
definir se o que vai se estabelecer é uma relação de dominação, de submissão ou
um jogo de poder. Ao longo da história, as mãos espalmadas têm sido associadas
à verdade, à honestidade, à fidelidade e à submissão. Nos tribunais americans,
as testemunhas juram dizer a verdade com a mão esquerda sobre a Bíblia e a mão
direita erguida e espalmada para que seja vista pelos membros do júri. Uma das
maneiras mais eficazez de saber se uma pessoa está sendo sincera e honesta – ou
não – é verificar se ela está mostrando as palmas das mãos. As pessoas usam as
palmas das mãos para mostrar que estão desarmadas e, portanto, não constituem
ameaça.




